Após 100 anos, metrô de Londres moderniza e muda a sua famosa tipografia.

Em 2016, a tipografia usada pelo famoso metrô de Londres faz exatamente 100 anos. E isso quer dizer que ela precisa de mudanças. Então, a TFL – Transport for London resolveu redesenhar a fonte Johnston, usada no logo do metrô de Londres e toda a comunicação visual dele desde a criação do seu logo oficial, em 1916. Essa atualização da fonte ganhou o nome de Johnston100.

Pensada para ser uma tipografia de rápida leitura, é a primeira atualização que ela sofre desde o final da década de 1970, quando foi ajustada de maneira simples, apenas para se adequar à nova tecnologia tipográfica. O objetivo do redesign da marca deveria alcançar dois pontos principais: Deixa-la mais visível em qualquer tipo de comunicação, tanto física como digital, funcionando nas principais tecnologias usadas: celulares, telas de TV, painéis eletrônicos, etc e também recuperar um pouco da “alma” do design original de 1916, que havia se perdido com o tempo: detalhes como o corte diagonal na minúscula ‘g’ e do ângulo amplo do “U” foram perdidos ao longo dos anos.

Em 1916, usar uma tipologia como a Johnston era totalmente à frente de seu tempo. Talvez seja por isso que ela se manteve igual por todos estes anos. E, as sensações que ela traz também parecem ser bastante modernas, ainda hoje: a fonte tem proporções despojadas, ideais para um tipo de letra que vive em um ambiente frenético, exatamente como é hoje o metrô de Londres.

Na medida do possível a tipografia se manteve atual para a comunicação e o posicionamento visual do metrô. O que não foi previsto é que os viajantes um dia iriam verificar os horários dos trens principalmente por meio de um aplicativo. Além dessa atualização para o digital, outros novos elementos de Johnston100 foram criados, como o @ e # por exemplo. A Johnston original nunca teve, por falta de uso e necessidade, esses ícones.

Veja os principais pontos do novo design:

Outra grande mudança feita para essa adaptação da marca ao mundo digital é o “peso” da fonte. Ela foi deixada mais leve, com linhas mais finas e um novo trabalho de kerning. Em seu peso original, a Johnston seria muito grossa para ler em uma tela de smartphone.

Fonte: HolyCow | Marco Franzolim